Concentrações de Nitrogênio (N) e Fósforo (P) nos efluentes da carcinicultura causam impactos negativos aos estuários e áreas adjacentes?

A fundação Norte-Riograndense de Pesquisa e Cultura- FUNPEC, em 2004, e o Ministério de Pesca e Aquicultura – MPA, e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – FAO (2010 e 2011) realizaram levantamentos sobre as concentrações de parâmetros ambientais (incluindo nitrogênio e fósforo) presentes nos efluentes da carcinicultura do Estado do Rio Grande do Norte, em fazendas localizadas em polos produtivos instalados nos estuários dos rios Curimataú, Potengi, Ceará-Mirin, Açú e Mossoró. A medida de concentração de nitrogênio encontrada foi de 1,73 mg/L, onze vezes menor que o teor recomendado na Resolução 430/2012 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) que é de 200mg/L; e a de fósforo foi de 0,66mg/L.
Efluentes da Carcinicultura N (mg/L) 0,15 P (mg/L) 0,15
Efluentes Urbanos (Brasil - Nordeste) N (mg/L) 39 P (mg/L) 8
Efluentes Urbanos (Índia) N (mg/L) 60 P (mg/L) 9
Efluentes Urbanos (Israel) N (mg/L) 80 P (mg/L) 6
Efluentes Urbanos (USA) N (mg/L) 25 P (mg/L) 8
Comparando as concentrações de nitrogênio e fósforo encontradas nos efluentes da carcinicultura com as encontradas nos esgotos urbanos quando lançadas nos corpos receptores, constatamos que a carcinicultura, como uma atividade socioeconômica de fundamental importância para a região Nordeste, não pode ser acusada de causar impacto ambiental negativo aos estuários com suas águas de drenagens.


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